Lúcio

LúcioNome Comum: Lúcio
Nome Científico: Esox lucius
Família: ESOCIDAE
Ordem: ISOPONDYLI (CLUPEIFORMES)


       Enérgico para o pescador e temido por grande parte das espécies coabitantes, o Esox lucius enquadra-se nos denominados peixes teleósteos (ósseos). Encontram-se amplamente repartidos por todo o hemisfério Norte, ou seja, desde o continente americano até ao continente asiático, estes surgem, na maior parte, nos países europeus. Segundo alguns autores, esta espécie foi introduzida, na Península Ibérica, nos meados do século XIX, nomeadamente na nossa vizinha Espanha, no Rio Tejo. Desde então e de forma gradual espalharam-se pelos diversos rios, como por exemplo o Guadiana e o Xévora. A zona Norte do nosso País, principalmente nos rios principais, também ocorreu afluências mas de menor intensidade.

       A identificação desta espécie, poderá ser efectuada através da observação do seu corpo alongado, cabeça e boca grande provida de diversas fiadas de dentes pontiagudos/cortantes (700 dentes) cuja maxila inferior ultrapassa a superior, sendo as suas faces ventrais perfuradas por 5 poros cefálicos de cada lado. Normalmente, apresentam tonalidades verde-acastanhada e os flancos máculas amarelo/dourado, permitindo-lhe, desta forma, uma grande capacidade de disfarce, ou seja, consegue adoptar a coloração do meio envolvente.

       De acordo com os diversos especialistas, a referida espécie pode atingir, em relação ás suas dimensões e peso, 150 cm de comprimento e pesar cerca 30 kg, tendo como estimativa de longevidade os 25 anos. Enquanto adulto, tanto o macho como a fêmea, assumem uma personalidade solitária, reunindo-se, somente, em grupos de 2 ou 3 machos e 1 fêmea na época de reprodução. Aquando da fase de desova, que compreende de 10.000 a 20.000 ovos/kg. por fêmea, realiza-se entre os meses de Fevereiro e Abril, ou seja, quando águas atingem temperaturas entre os 7 e os 10ºC. e em locais de pouca profundidade e com muita vegetação. A eclosão das novas crias dá-se ao fim de mais ou menos 15 dias. De crescimento muito rápido, o Esox lucius revela-se, desde muito cedo, intensamente predador e voraz adentro do seu habitat natural, ou seja, em albufeiras, em cursos de água com pouca corrente, bem como em zonas de junção dos afluentes com o rio principal.

       Tratando-se de um predador de água doce, este ataca as suas presas, preferencialmente, através de movimentos e por emboscada. Alimenta-se por vezes, para além de outras espécies piscícolas, a sua própria espécie.


Ocorrência e distribuição

Continente
        Carácter
              • Introduzido há menos de 50 anos
              • Sedentário/Residente

        Áreas Protegidas
              • Parque Natural do Douro Internacional

Distribuição
       • Zona Norte: Bacia do Douro.
       • Zona de Lisboa/Vale do Tejo: Bacia do Tejo.
       • Zona Alentejo: Bacia do Guadiana



BIBLIOGRFIA
       • Assuntos: Conservação/Gestão; Distribuição; Ecologia Geral.

       ALMAÇA, C. (1983) Contemporary changes in portuguese freshwater fish fauna and conservation of autochthonous Cyprinidae. Rocz. NaukRolnicz. Seria HT, 100 (3): 8-19.

       _________(1988). Fish and their environment in large european river ecosystems Tejo and Guadiana. Sciences de l\' eau, 7 (1): 2-20.

       __________(1995). Fish species and varieties introduced into Portuguese inland waters. Museu Nacional de História Natural (publ. avulsas): 6-28.

       COLLARES PEREIRA, M.J. (1985). Cirpinídeos do Alentejo. Congresso sobre o Alentejo, Évora, vol. II: 537-545.

       CORTES, R.M.V. & A. Monzón (1999). Monografia dos sectores médio e superior da Bacia do Douro: caracterização física, ecológica e socio-económica. Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, pp. 70-78.

Escrito por: Lí­dia Azevedo Data: 2012-05-14

Anexos