Escalo

EscaloNome Comum: Escalo (Bordalo)
Nome Científico: Leuciscus Carolitertii
Família: Cyprinidae
Ordem: Cypriniformes


       Localizáveis, com muita facilidade, em quase todas as bacias hidrográficas portuguesas, o Escalo muitas das vezes é confundido e denominado incorrectamente por Bordalo, por serem muito parecidos.

       Faz tempo, que ambas as espécies são referenciadas, por grande parte dos investigadores, como sendo a mesma espécie e não acatam o leque de diferenciação entres as variantes. Face a esta situação, induzem e provocam uma certa confusão sobre a exacta distribuição e localização.

       Todavia, existem várias denominações imputadas a esta espécie em função da localização do seu habitat natural, ou seja a Norte ou a Sul da barreira natural do Rio Mondego. Actualmente e oficialmente encontram-se referenciados como Escalo do Norte (leuciscus carolitertii) e o Escalo do Sul (leuciscus pyrenaicus).

       Contudo e mais a Norte da Europa, estas mesmas espécies surgem, cientificamente, designadas como leuciscus leuciscus e leuciscus lephalus, respectivamente.

       Atingindo o máximo de 25 cm comprimento e um peso que poderá ir até 1 kg, salvo aquela notícia de ocorrência de um exemplar com mais 2,5 kg, o Leuciscus carolitertii (escalo do norte) tem as seguintes características: físico alongado; flancos comprimidos e com uma banda negra; cabeça grande; rosto cónico e de boca pequena em que a maxila superior cobre de forma muito ligeira a maxila inferior e escamas com uma ligeira mácula escura.

       No geral e em relação à sua coloração, podemos encontrar variações, tais como a combinação de cinzas claros e escuros com castanhos suaves, por vezes, castanhos acompanhados com tons esverdeados/amarelados e rara é a combinação entre os azuis e prateado.

       Ao contrário da grande parte das espécies fluviais que se restringem a um determinado tipo de habitat e em determinada zona, o Escalo do Norte é mais versátil. Tal versatilidade confere em diversos habitats e contempla diferentes zonas, tais como rios montanha e rios de planície. Em suma, destacam-se pela sua enorme resistência a águas com baixo teor de oxigénio, principalmente por altura do Verão.

       Sendo omnívoro, a sua alimentação baseia-se em toda a espécie de larvas, pequenos anfíbios, ovos, mosquitos, crustáceos e até minúsculos peixes.

       Todavia, ainda não se sabe acerca da sua longevidade, muito embora e por comparação, apontem a faixa etária dos 15-20 anos (?).

       Por outro lado, sabe-se que a desova ocorre momentos antes do pico da Primavera. Curioso é que esta espécie atempadamente procura os sítios de pouquíssima corrente em locais de berma/margens e as pedras que tenham alguma vegetação submersa junto às margens.

       Segundo estudos recentes, apontam para uma ligeira redução do número de exemplares nas nossas ribeiras. Tais reduções estão relacionadas, não só com a crescente poluição humana, mas também devido à introdução de outras espécies que vêm o escalo como uma potencial presa.

       Não tem defeso, existindo alterações regionais e locais.



Ocorrência e distribuição

Continente
        Carácter
              • Autóctone
              • Sedentário/Residente

        Áreas Protegidas
              • Parque Nacional da Peneda-Gerês
              • Parque Natural da Serra da Estrela
              • Parque Natural de Montesinho
              • Parque Natural do Alvão
              • Parque Natural do Douro Internacional
              • Reserva Natural da Serra da Malcata

Distribuição
       • Zona Norte: Bacias do Minho, Lima, Cávado, Ave e Douro.
       • Zona Centro: Bacias do Vouga e Mondego e ribeiras do Oeste.



BIBLIOGRFIA
       • Palavras-chave: Alimentação; Biologia Geral; Distribuição.

       ALMAÇA C. (1995) Fish species and varieties introduced in Portugal. Biol. Conserv. 72: 90-98 pp.

       ALMAÇA, C. (1983) Contemporary changes in portuguese freshwater fish fauna and conservation of autochthonous Cyprinidae. Rocz. NaukRolnicz. Seria HT, 100 (3): 20-22 pp.

       CORTES, R.M.V. & A. MONZÓN (1999) Monografia dos sectores médio e superior da Bacia do Douro: caracterização física, ecológica e socio-económica. Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro. 50-55 pp.

       ROGADO, L. (1992) Inventariação e estudo das populações ictiológicas do Parque Nacional da Peneda-Gerês. 7º Relatório SNPRCN, Lisboa. 30-33 pp.

Escrito por: Lídia Azevedo Data: 2012-05-14

Anexos